quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A última conferência como presidente

"A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo" - Peter Drucker


Segunda-feira passada eu voltei da minha última conferência nacional como presidente da AIESEC em Ribeirão Preto. Foi uma conferência bem diferente das outras. Com um espírito de última conferência, poucos membros da minha diretoria estavam presentes, uma vez que a conferência era focada nos diretores que foram eleitos com objetivo de capacitá-los para o trabalho que farão no ano de 2009. Por causa disso também, alguns LCPs que eu tive mais contato não estavam presentes no pré-meeting (alguns nem na conferência como um todo), vindo participar apenas nos dias liberados para alumni.


Mas não era apenas isso que foi diferente. Pela primeira vez eu iria facilitar sessões nacionalmente. Tinha duas sessões para facilitar no pré-meeting de Talent Management (Gestão de Talentos). Foi bem desafiador considerando o fato de que eu nunca trabalhei formalmente nessa área de um escritório local. Apesar de estar nervoso eu gostei bastante de ser facilitador. Aprendi a me preparar para facilitar uma sessão, a importância do controle do tempo e das mensagens chaves que você precisa passar, além de estruturar o contéudo de forma a não ficar apenas falando e falando, mas buscando também a participação coletiva e a construção de conhecimento. Foi bem legal e tive bons feedbacks também. Por causa dessas sessões que iria facilitar cheguei na conferência um dia antes do pré-meeting e tive maior contato com o conference team, o time que é responsável por entregar não só o conteúdo da conferência, mas também a logística, alimentação etc.


Durante o pré-meeting fiquei bem dividido, tive que acompanhar algumas sessões com os presidentes que estavam saindo, especialmente as legislações (que são momentos nos quais se apresentam e discutem as propostas de alteração do regimento interno para a melhoria da AIESEC no Brasil como um todo e que vão ser votadas naquela conferência), mas também em algumas sessões de Talent Management (as duas que eu facilitei e também uma no dia anterior para poder sentir o clima do pessoal que eu iria facilitar uma sessão) e também algumas de Intercâmbio, já que fui eleito chair do time nacional de intercâmbios (NeXT). Além de mim, a Sara, minha diretora de projetos, estava presente nesses dias que citei porque estava facilitando sessões para o pessoal que vai trabalhar com projetos no ano que vem, e a Marina, que estava presente como coordenadora do 3º Desafio de Sustentabilidade em parceria da Artemísia, Banco Santander e AIESEC.


Além desses momentos até então únicos e cheios de aprendizado, tive a oportunidade de conhecer novas pessoas e conhecer mais algumas pessoas que já tinha contato. Desde o pessoal da diretoria nacional, membros que tive contato por causa das sessões que facilitei, novos presidentes de escritórios locais, candidatos a presidente da AIESEC no Brasil e até mesmo o chair da conferência (responsável por coordenar tanto os facilitadores quanto o comitê organizador, buscando entregar uma conferência que siga os príncipios que foram acordados antes entre todos os participantes). O chair da conferência foi o Elias Albino, que havia sido presidente da AIESEC no Brasil na gestão 2005/2006 e que após terminar sua gestão realizou um intercâmbio para trabalhar com Recursos Humanos na DHL em Miami, onde continua até hoje e que veio para o Brasil exclusivamente para ser chair da conferência.


Não bastasse tudo isso, essa conferência vai ser marcada para sempre não só na minha memória, mas na de todos os membros da AIESEC Ribeirão Preto que participaram da cerimônia do Philips Awards, que é um prêmio (ou melhor, três prêmios diferentes) que são entregues aos melhores escritórios locais nos temas de: crescimento de receitas sustentáveis, crescimento sustentável de intercâmbios e o principal prêmio que é o de excelência. Depois de vermos Vitória ganhar o prêmio de crescimento de finanças sustentáveis e a GV ganhar o prêmio de crescimento sustentável de intercâmbios, qual não foi a surpresa ao ver que, após dar vários highlights dos principais pontos de cada escritório, foram anunciados os finalistas: AIESEC em Ribeirão Preto, AIESEC Recife e AIESEC na Fundação Getúlio Vargas. Todos os membros de Ribeirão Preto iniciaram uma festa que não terminou nem mesmo com o anúncio do prêmio para a AIESEC Recife. Foi um grande feito termos chegado em uma final do Philips Awards, na final do prêmio mais importante e o que achavámos mais difícil. Enquanto comemorávamos, dois membros da diretoria nacional vieram falar comigo dar os parabéns para a AIESEC Ribeirão, falando que foi por muito pouco que não fomos os escolhidos. Mas nem precisavam falar isso, a noite foi uma grande festa de comemoração para todos os que estavam presentes, entre eles, eu, Marina e Guilherme, três dos membros fundadores. Valeu a pena perder a formatura da minha diretora de Talent Management (que aconteceu no mesmo dia da noite do prêmio e que fez com que a maior parte dos meus diretores e outros dois membros fundadores não estivessem presentes).


Esses últimos 10 dias valeram a pena (isso porque nem falei da festinha de confraternização que fomos, no sábado anterior à conferência, convidados pelo Claudio Neszlinger a qual foram convidados todos os membros da AIESEC que ele teve contato em suas diversas palestras pelo Brasil em eventos da AIESEC), foi muito bom ver a alegria nos olhos dos membros, dos alumni e ver que o trabalho desse ano foi útil para o escritório, fazendo com que a AIESEC Ribeirão Preto seguisse a sua trajetória de expansão de resultados e da própria rede, iniciada na primeira gestão. Obrigado a todos que participaram desse processo, vocês com certeza impactaram não só a minha vida, mas a de todos aqueles que se sentem parte integrante desse escritório.


E agora, o que virá pela frente?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

1 mês sem computador e sem outras coisas também

Nos últimos dias experimentei algo que não experimentava há muito tempo... fiquei quase um mês sem meu computador. Não completamente sem computador, porque nos dias atuais quem consegue isso está literalmente desconectado do mundo, principalmente se considerar que você está pensando em se formar em administração ou já trabalha com isso.

Sim, tinha acesso ao computador, na faculdade, no trabalho e do Caio, que mora comigo e me emprestava o computador algumas noites quando não usava, e tinha meu pen drive que me salvou bastante (assim como o bendito email do gmail). Mas de repente ficar sem computador me mostrou como é difícil a vida de quem não possui um... trabalhos de faculdade, trabalho profissional (uau, ser LCP e ficar um mês sem computador foi um dos pontos marcantes da minha experiência na AIESEC, ou como realizar 18 entrevistas online sem computador, entre outros feitos).

Mas não foi só o computador que esteve ausente nos últimos dias. Estive também sem celular. Esse por sua vez, apesar de ter me deixado na mão por não ter mais um relógio e um despertador em qualquer lugar que eu fosse, me trouxe uma paz muito grande. É muito bom não receber ligações a qualquer momento ou lugar... Só em casa ou no trabalho. Interessante, mas ao contrário do computador, o celular parece que retira um pouco da qualidade de vida... apesar de ser muito dificil ficar sem para quem está trabalhando ou pensa em trabalhar de fato como um administrador.

Até meu blog ficou prejudicado... mas as vezes penso como que esse um mês alijado da tecnologia nos faz voltar a ter uma vida mais simples, ler mais livros, dormir um pouco mais, parar e pensar na vida... será que as reflexões de final de ano já começaram? O que será que me aguarda para o ano que vem?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

International Congress 2008 - Eu fui! - Parte 2

Quase um mês depois do fim do evento, eu resolvo comentar sobre o assunto. Por que isso? Basicamente porque é muito difícil descrever toda a abrangência e o impacto dessa conferência para mim. Procurei em blogs de amigos que comentaram sobre o IC, parei para pensar, busquei novas fotos e ainda assim acho que não vou conseguir descrever tudo... mas não custa tentar.

Como já disse antes, em virtude dessa Conferência Internacional, o escritório local de Ribeirão Preto organizou um Study Tour no Rio de Janeiro para vários estrangeiros. Comentei sobre o qual interessante que foi estar em contato com a AIESEC Internacional e com AIESECers de outros países durante o pré-meeting, mas nada se compara a Conferência Internacional em si.

Por que?

Basicamente porque num mesmo local estão reuniadas as lideranças nacionais de 106países assim como vários presidentes de comitês locais e também representantes de empresas parceiras e alumni totalizando mais de 800 pessoas. Além de estar próximo e em contato com as pessoas que lideram a organização que você faz parte em todos os países que ela está presente, você ainda tem a chance de inteirar de tudo o que está acontecendo na organização, trocar uma idéia com os lideres nacionais de outros países, com os lideres internacionais, com os representantes de empresas etc. É muita oportunidade junta em um lugar só.
O principal tema desse congresso era a sustentabilidade, então aconteceram várias discussões nesse sentido, não só sobre sustentabilidade ambiental, mas também sobre sustentabilidade da organização, como podemos ser mais sustentáveis, o que é crescimento sustentável na AIESEC, como podemos ter um papel mais ativo na sociedade nesse tema e como nossas ações individuais impactam o mundo. Um exemplo interessante foi a discussão sobre a expansão da AIESEC para Israel, numa das discussões com maior presença que já vi, membros dos países muçulmanos argumentando que não reconhecem Israel como um Estado e membros da AIESEC na Alemanha argumentando os benefícios de uma possível expansão para Israel. Como sair de um impasse desse? Ainda não sabemos, mas a discussão já começou e esse é o primeiro passo que em geral nunca é dado nas negociações de política externa dos países, haja vista o número de guerras que insistem em continuar no mundo.

Por falar em guerra, ter a chance de conviver com pessoas que realmente viveram a guerra nos seus países é algo interessante. Estar presente e fazer amizade com pessoas de países como Afeganistão, Paquistão, Geórgia é uma experiência que eu gostaria que mais e mais pessoas tivessem a chance de ter. Percebi que esse é o impacto que temos quando trabalhamos em nossos escritórios locais e viabilizamos a vinda de pessoas de diferentes países para trabalhar no Brasil, trazendo sua cultura, seus hábitos para próximo de pessoas que talvez nunca teriam a chance de conhecer um país e fazendo com que essas pessoas se tornem cidadãos globais, atentos à realidade do mundo.
Além disso, também aconteceram festas é claro, todas as noites. Desde festas formais de premiação, até uma noite brasileira, passando por festas temáticas de cada região do mundo em que a AIESEC está presente (Ibero América, Africa, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e Norte da Africa, Europa Central, Europa Ocidental e América do Norte). A cada festa, a chance de experimentar um pouco das bebidas e comidas tradicionais dos países que representavam esses países.

Pessoalmente falando, além da chance de encontrar pessoas que há muito tempo não reencontrava, como o Porto (ex presidente da AIESEC em Ribeirão Preto), o Marco Túlio (ex diretor de vendas de Ribeirão e atual diretor de vendas da Ibero America), a Barbara (ex coach de Ribeirão Preto e agora trabalha na diretoria da Europa Central e Caucáso) e pessoas que nunca tinha visto mas que se tornaram amigos(de países como Singapura, Malasia, Costa Rica, Moldova, Malta, Tunisia, Marrocos, Russia etc). Entender melhor a AIESEC, o trabalho da diretoria nacional e também a visão que a diretoria internacional tem da AIESEC e se identificar com ela, para levar e implantar no Comitê Local de Ribeirão Preto. Fazer contatos, networking, buscar oportunidades, divulgar o Brasil e Ribeirão Preto foram experiências ímpares, além do tradicional momento non-sense todas as noites com o Marco Túlio que era meu parceiro de quarto no hotel... 10 dias relembrando os velhos tempos enquanto ele era diretor de vendas no comite local e eu pentelhava ele até fazer ele sair do cargo hehehehe).

Enfim, não sei como foi, só sei que foi assim. =)

(Guatemala, Brasil e Bulgária)

(Hong Kong e Brasil)

(Porto escondido na sessão com Alumni)

(Festa Brasileira com cara Croata)

(Foto que deu defeito mas ficou muito boa com delegação brasileira)

(Eu, Barbara e Túlio em uma noite de festa)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Vou até o fim... e além

"Não vim até aqui
Pra desistir agora!
Entendo você
Se você quiser ir embora...
Não vai ser a primeira vez
Nas últimas 24 horas
Mas eu não vim até aqui
Pra desistir agora!

Minhas raízes estão no ar
Minha casa é qualquer lugar
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Voando sem instrumentos
Ao sabor do vento
(...)
Cada célula
Todo fio de cabelo
Falando assim
Parece exagero
Mas se depender de mim
Eu vou até o fim (...)"
(Até o fim - EH)

sábado, 6 de setembro de 2008

International Congress 2008 - Eu fui! - Parte 1

Dpois de muitos e muitos dias sem dar a cara no meu blog (literalmente nem entrar nele eu conseguia), fico feliz de voltar a escrever e com uma notícia boa: sim, eu fui no IC 2008. Graças ao Santo Padroeiro das Listas de Espera (é, aquele mesmo que os vestibulandos rezam no começo de todos os anos) eu fui chamado para o congresso na quarta-feira dia 13 de agosto e tive pouco tempo para me preparar, já que na sexta dia 15 de agosto eu já estava viajando de madrugada para São Paulo para ajudar o pessoal do meu escritório a organizar um Study Tour para 85 gringos no Rio de Janeiro, antes de começar o congresso de fato.

O Study Tour foi fantástico, tive a chance de participar de dois, um antes e um depois do congresso, ambos para 85 gringos. Gostei mais do primeiro, talvez porque ainda não tinha visto tanto os gringos e também por estar mais descansado, já que o segundo foi depois de já estar há 13 dias no congresso e há 16 dias fora de casa... mas foi bom também, porque foi o que eu mais conheci o Rio de Janeiro, tendo a chance de ir no Pão de Açúcar (única atração que já conhecia no Rio), Cristo Redentor e Maracanã. Além disso, não podia faltar as praias de Copacabana e Ipanema. Ainda tivemos a chance de conhecer a famosa feira de São Cristóvão e por sorte, no post Study Tour, uma surpresa muito bonita no céu.
(Nem todos na praia de Copacabana)

(Todos juntos antes de entrarmos no Cristo Redentor (Pre Study Tour))

Nem todos juntos no vestiário do Maracanã (Post Study Tour)

(Gringos espalhados no Pão de Açúcar (Post Study Tour))

(O que nos reservava no céu (reparem em cima da nuvem à direita) )

O IC foi uma experiência única. Um mesmo lugar com mais de 600 pessoas de 105 países diferentes. Parecia a abertura das olímpiadas.

Primeiro foram três dias no premeeting em Itapecerica da Serra. Estávamos separados por regiões. Eu estava na IGN, com todos os países da América Latina, discutindo estratégias de crescimento na região, para aumentarmos o número de @XP, especialmente parcerias entre os países para que possamos aumentar internamente o número de intercâmbios. Festas a noite, com as delegações do Brasil e da Colômbia sendo as mais animadas e se fundindo numa só: Brasilômbia.

(Delegação da Brasilômbia, com um sueco no meio)


(Festa puxada no ritmo da Brasilômbia)
Para mim a melhor sessão foi no 3o e último dia do premeeting, quando todos os presidentes de comitês locais [LCPs] (de todas as regiões) se reuniram para ter uma sessão com Juan Cajiao, atual Presidente da AIESEC Internacional (2008/09). Além de ter nos mostrado qual era o nosso papel no IC, ainda possibilitou que conhecessemos mais sobre o potencial de cooperação entre LCPs e também teve um momento em que nos dividíamos em grupos de quatro pessoas para falar dos pontos fortes e fracos dos nossos escritórios e como poderíamos trocar idéias, ações, entre os escritórios, além de verificar o potencial de intercâmbio entre nossos escritórios.

Bem, mais tarde escrevo a continuação da saga do IC, os 10 dias de conferência.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Confusão

"Sólo quiero encontrar de nuevo lo que he perdido en este tiempo" (David Summers - Diciembre)

Eu nos últimos dias:




(Fonte: www.paranoidgirl.com/popup_confusion.html )


Vuelo herido y no sé adonde ir
con la rabia cansada de andar
me han pedido que olvide todo en fin...
nada particular...
Otra vida y volver a empezar
no te pido una patria fugaz
dignamente un abrazo enfin...
nada particular....
Canta y vuela libre
como canta la paloma....
Dame una isla
en el medio del mar
llamala libertad....
canta fuerte hermano!
Dime que el viento,
no, no la hundirà....
Que mi historia no traiga dolor
que mis manos trabajen la paz
que si muero me mates de amor...
nada particular...
(MB - Nada Particular)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Coragem

Sobre um post que queria ter escrito nas últimas semanas, eu já fiz. Agora queria fazer um semelhante sobre as coisas boas, mas para poupar palavras, preferi utilizar imagens.

Estagiários FIPASE vão à Olímpia

Estagiários FIPASE vão à Olímpia

Ainda bem que eram em dobro... se não...
10 países estavam representados

Festa junina com clima internacional

Até altas horas...

Liga para mim, no celular...

Nosso coach do coração

Foka, eu e Gui... 3 fundadores, 3 caminhos

Eu, Be, Renata e Isma...