domingo, 24 de fevereiro de 2008
Acredite...
Não há razão para não acreditar em algo que não seja verdade. As vezes, as coisas que podem ou não ser verdade são aquelas em que um homem precisa acreditar.
Que as pessoas são basicamente boas.
Que a honra, a coragem e a virtude são a base de tudo.
Que dinheiro e poder, poder e dinheiro nada significam.
Que o bem sempre triunfa sobre o mal
E quero que você se lembre que o amor, que o verdadeiro amor nunca morre. Não se esqueça.
Lembre-se disso. Não importa se é verdade. Um homem deve acreditar nessas coisas porque são coisas que valem a pena acreditar.
Entendeu?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Going to Escarpas
Esses dias tem sido bem corridos. O feriado do Carnaval ajudou, consegui adiantar bastante coisa que faria só nas semanas seguintes, assisti vários filmes, mas mesmo assim, ainda tem muita coisa por fazer. Ser presidente não é fácil... mas é bem legal.
Esse final de semana vou para Escarpas, no sul de Minas. Vamos fazer o 1º Team Building (mais informações quando voltarmos em http://eb08rp.blogspot.com/). Vai ser bem legal, pena que não estarão todos os membros do EB presentes... o Rodolfo teve que ficar em Londrina para o aniversário de 50 anos do pai dele.
Fevereiro promete. Processo Seletivo, Replanejamento, Visita de Coach, Team Building... e começo das aulas... vixi! Já está tão pesado com tempo sobrando a noite, já estou vendo quando as aulas voltarem.
E vamo que vamo!!!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Uma dúvida aleatória
Esse primeiro mês de presidente foi um pouco mais complicado do que pensei. Tomado bastante tempo, lendo e-mails, documentos, resolvendo pepinos (que brotam em razão geométrica). Interessantíssimo, depois de ser LCP estou pensando em montar uma fazenda... isso se me der bem cuidando deles.
De resto tudo caminha bem, mofando no dia sim, dia também de chuva em Ribeirão Preto. Estava apenas olhando meu blog nesses dias, contemplando-o e pensando se não sairia nenhum novo post antes de terminar janeiro... Aí, olhei o contador que mostra (ou deveria mostrar) de onde as pessoas tem acessado meu blog. Claro que tem uns cliques que eu já conheço, Pedro, Simoni, Lívia, Giovana, Bárbara, mas tem uns cliques tão aleatórios (tanto no Brasil, quanto fora dele) e uns que se repetem, como o de Portugal, do Centro-Oeste do Brasil etc. Será que existe vida além dos meus amigos que acompanha (ou apenas lê com alguma frequência) esse blog?
Se sim, esta é a hora de se manifestar :) hehehe. Gostaria muito de conhece-los, já que vocês já sabem um pouco mais de mim. Se possível, falem de onde são também. Ou pelo menos postem um comentário.
PS: Para não cometer o mesmo erro do post anterior, já adianto que provavelmente esqueci de alguns nomes importantes que também acompanham o blog, por isso, se me esqueci de você, mais um motivo para me fazer lembrar comentando esse post :).
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Olhando para trás...
Um ano que valeu por dez, pela experiência vivida. Superar a perda de um membro tão querido na família, um novo trabalho, um novo membro morando na república, organizar um congresso para 800 pessoas em Barretos com os DeMolays e ainda toda a experiência que veio da participação na AIESEC. Primeiro como membro de vendas, sendo liderado pelo Túlio, depois como coordenador de vendas nos projetos, sendo liderado pela Marina e depois, como vice presidente de Vendas, substituindo o Túlio, trabalhando junto com a Marina, Foka, Ashley e Brilhante e sendo liderado, dessa vez, diretamente pelo Porto.
Um ano de viagens: Londrina, Rio de Janeiro, São Paulo (algumas vezes), Itapecerica da Serra (duas vezes), Atibaia, São José do Rio Preto, Bebedouro, Colina, Guaíra, Franca, Santos, sem contar as mais do que conhecidas Ribeirão Preto e Barretos.
Um ano que valeu por dez, pelas pessoas ímpares que conheci melhor, em Barretos, aqueles que tive a oportunidade de trabalhar em conjunto no Congresso, em especial o Jeromim, presidente do Clube os Independentes, uma pessoa competente, de caráter fantástico e coração de ouro, uma das pessoas que me inspirou muito nesse último ano. Em Ribeirão Preto, tive a chance de conhecer melhor o EB (Marina, Foka, Ashley, Brilhante, Porto e eu) que me ensinou muito em como trabalhar em grupo e que também me servirá de fonte de inspiração futura. Também tive a chance de conhecer melhor as pessoas que liderei diretamente, Pedreiro, Rodolfo, Curumim, Ricardo, Francine, Paulinha, Lucas e Sara, além daqueles que entraram no final do ano. Ainda tive a chance de conhecer muitas pessoas, de várias cidades, tendo como principal ponto em comum a AIESEC, algumas que gostaria de destacar: Danilo (Ribeirão Preto), Gleyce (São Carlos), Letícia (Franca), Lilian (Santa Maria), entre outras pessoas fenomenais. Isso sem contar aqueles que vieram de tão longe e trouxeram um pouco de suas origens para enriquecer internacionalmente minhas experiências: Enzo (Itália), Amithava (Índia), Diana (EUA), Justyna (Polônia), Felix (Alemanha), Claudio (Chile), Kaisa (Finlândia), Tomoko (Japão) e, apesar de não estarem ligados diretamente a AIESEC, conviveram conosco Anne (Alemanha) e Eetu (Finlândia), meu parceiro de conversas na Sweden, bilhar no CV e que até conheceu a Festa do Peão.
Um ano de conquistas e superação. Um congresso de 800 pessoas com orçamente de mais de R$40 mil. Um artigo aprovado em um importante congresso de administração. Um projeto para iniciar as vendas. Uma área que precisava de um time para entregar resultados com a ausência daquele que havia entregue todos os resultados desde seu surgimento. O reconhecimento nacional, já no mês de agosto. A satisfação pessoal dos feedbacks recebidos dos membros e dos companheiros de EB. A insatisfação de saber que poderia ter feito mais e que temos muito o que melhorar. A eleição para liderar a organização que ajudei a criar em 2006, que trabalhei em 2007 e que serei o responsável, em 2008, por liderar um time de líderes que escolhi trabalhar em conjunto, pessoas com as quais quero viver muitas experiências para relatar (durante e) no final do ano de 2008.
Um ano de grande instabilildade, altos e baixos emocionais, períodos de sorte e azar, com mais e com menos dinheiro, com paixão e sem ela. Um ano que vivi várias emoções inesperadas.
Um ano em que as experiências vividas em várias cidades com pessoas extraordinárias levaram a grandes conquistas e muitas emoções.
2007 deixará saudades. Que 2008 seja um ano tão ou mais especial quanto foi 2007!
Uma linda estrela...
Dia 4 de Dezembro de 2007, 2h15 da manhã. O dia em que perdi uma avó e ganhei uma linda estrela cuja luz continuará brilhando lá no céu, a iluminar não só a sua família e amigos, mas todos aqueles que buscam inspiração nas noites estreladas.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
A estável instabilidade do ser...
"Se você pode achar um caminho sem obstáculos, provavelmente ele não leva a lugar nenhum" - Frank. A. Clarck
Instável, é a única definição para os dias recentes. Instabilidade, desequilíbrio, falta de balanço, erro de dosagem, tudo serve para definir os dias recentes. Um dia azul, outro cinza, uma noite mal dormida e outra com sono de criança.
Quem consegue bloquear as interferências externas? O ano vai acabando conforme começou, numa estável instabilidade.
Por falar em ano, quantas semelhanças... quase um dejavu do matrix. Em outros casos, uma seqüência de aleatoriedades que conduzem, mais uma vez, a algo concreto. E o concreto que conduz a um novo dejavu...
Nonsense é a palavra do dia. Gentle Change é a música.
(Fonte: http://www.aztriad.com/leftrite.gif)
"... Lightning up another cigarrette
Playing cool while cracking up inside
Saying hi to people's like saying goodbye
Laughing, but wishing to cry...
...Standing here howling at the storm
Shouting how life could be perfect
Well, then the walls have to fall
To start it again..." (An)
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Turning point (or check point)?
Um dia que entrará para a história, pelo menos para a minha história. O dia em que fui eleito Presidente (LCP) da AIESEC em Ribeirão Preto para o ano de 2008. O dia foi muito tenso. O evento ia começar as 9h00, e eu às 5h00 eu ainda estava preocupado com o que iria falar na hora do discurso dos candidatos. Não sei se ia fazer diferença ter deitado mais cedo, porque provavelmente não iria dormir, como não estava dormindo bem nas últimas noites, anteriores à eleição.
Quando fui para a cama, muita coisa passou na minha cabeça, desde a palestra inicial que o Rodrigo deu para formar o Grupo de Interesse que iria ser responsável por trazer à AIESEC em Ribeirão Preto, passando pelo nosso "induction" no PLAN da @USP, com direito a roll calls do Diogo e tudo o mais, conhecer quem viria a ser nossa coach, a guria Bárbara, o primeiro processo seletivo, as primeiras discussões, o primeiro intercâmbio, o segundo intercâmbio, as primeiras festas, saídas em conjunto, "buffalos", conferências, viagens, amigos, resultados, experiências, ter me tornado parte do EB, os pouco mais de 6 meses de trabalho no EB com meus amigos que também eram candidatos a LCP. Daí para a divagação do que iria acontecer agora que apenas um poderia continuar o ótimo trabalho do Porto, substituindo o cargo dele. Todos preparados, cada um com perfil diferente, mas com certeza com muitas das qualidades esperadas de um LCP. Minha barriga condensou todo o frio em um Iceberg cuja ponta eu sentia no meu umbigo. Nunca tinha concorrido em uma eleição com tanta vontade de ganhar e com tanta certeza de que, independente do resultado eu estaria feliz, feliz porque a AIESEC RP iria continuar por pelo menos mais um ano de acordo sendo liderada por uma pessoa daquele grupo de malucos que tinham compartilhado um sonho de fazer algo diferente.
"Acordei" e fui para o local que seria dado o resultado final. República 12 doses. Lá vi o Boi, LCP da @USP, que seria o Chair do evento. Fizemos uma votação de algumas menções para mudança do nosso RI e logo depois começou o processo de eleição. De início, cada candidato teria direito a 15 minutos de dircurso, em ordem de sorteio. Os escolhidos foram Marina, VPProjetos, Ashley, VPF, eu e Brilhante, VPTM. Enquanto um discursava, os outros ficaram afastados, sem ter contato com o discurso, apenas esperando o seu momento ou o discurso dos outros candidatos. Logo depois foram feitas 4 rodadas de perguntas e respostas com os candidatos que foram separados em quatro grupos, e rodando a cada 10 minutos, para que todos os grupos tivessem a chance de fazer perguntas e tirar suas dúvidas a respeito do candidato, suas propostas ou qualquer outra coisa.
Depois de tudo isso, começou de fato a eleição. 3 Roundas, com o candidato menos votado sendo eliminado do round seguinte. Em caso de empate, voto de minerva dos membros da diretoria que não eram candidatos (Foka, VPX e Porto, presidente). O primeiro dos rounds, foi o momento mais tenso. Todos os candidatos juntos, e o resultado de quem passaria para o próximo round sendo dado em ordem alfabética. Passaram Ashley, Marina e eu. Um super frio subiu na espinha e foi até os olhos, que ficaram marejados ao ver que, pela primeira vez, a partir daquele momento de eleição, era nossa primeira disputa competitiva, em um ano onde a cooperação foi o ponto mais marcante do nosso trabalho. O segundo round iniciou logo após e mais um anúncio, de quem iria ficar para o último round, e o Porto anunciou novamente em ordem alfabética: Ashley e ... Raphael.
Antes de abraçar a Marina, muita coisa passou na minha cabeça. Quase tudo que já havia pensado a noite, antes de "acordar". Mais uma lágrima escorreu, mas agora era o último round. O decisivo, para mim, para Ashley mas principalmente para a AIESEC RP. O momento de escolher aquela pessoa que eles confiavam mais ou que eles achavam mais preparadas para liderar a organização ou que eles mais se identificavam, ou sabe-se lá o que passou na cabeça de cada membro. Eu me lembro de ter comido um pão com carne porque não tinha comido nada até então, para ver se o que incomodava meu estomago era a fome, mas pelo visto não era.
E o resultado final. Os dois candidatos de frente para uma piscina. O Rodrigo atrás, preparado para jogar na água aquele candidato que seria anunciado dentro de alguns segundos. Ashley ou Raphael, Raphael ou Ashley. Uma pessoa que admirei desde o momento que conheci e que eu votaria com toda a certeza para ser LCP caso não estivesse na disputa. Uma sensação de ausência de expectativas tomou conta de mim, pois eu sabia que se fosse eleito, com certeza faria o melhor de mim para levar a organização, me superando muitas vezes para isso. Se Ashley fosse eleito, tinha a certeza de que seria uma ótima gestão também e que eu teria muito prazer de acompanhar e ajudar com meu trabalho, mesmo que não fosse no EB como VP novamente.
Antes do resultado, o Rodrigo resolveu dar algumas palavras, com todas as pessoas em volta da piscina, esperando o resultado. Comentou do seu orgulho de ter trabalhado naquele time, da qualidade de todos os candidatos e da certeza de que ele tinha de que todos os candidatos teriam sucesso na sua vida profissional se repetissem seu desempenho e dedicação que tiveram na AIESEC durante esse ano.
E o anúncio. Alguém me segurou e empurrou na piscina. Um caldo, outro caldo. E a ficha caiu, eu tinha sido eleito LCP da @RP. Todos do EB na piscina, e mais o Rodolfo do meu time de ER, pulando, tentando me dar mais caldos, com direito a tchu-tchu, lágrimas (pelo menos minhas, que ficaram na piscina) e tudo o mais.
Depois disso, churrasco, global village com os trainees, bebida, roll calls, várias pessoas na piscina, bastante conversa. Um dia incrível, um ponto de mudança ou um check point... ainda não sei. Sei que cheguei em casa destruído de cansaço, do dia e dos dias anteriores que não tinha dormido direito. Com o tempo de tomar um banho, cair na minha cama (ainda de toalha) e dormir, as 9h30 da noite. Dormir para acordar só as 4h11 da manhã, depois de um sonho estranho, de ter sido eleito LCP da @RP. Acordei confuso o suficiente para voltar a dormir, depois de muito pensar no dia que determinou o futuro da minha vida pelo menos até o final de 2008. Um dia de sonho.
Todos os presentes na eleição, membros e trainees
Foka, os candidatos tensos e Porto, o presidente anunciando o primeiro resultado
O resultado final
A celebração
Eu, Kaisa, Claudio, Justyna, Felix e Amithava
"Nem tão longe que eu não possa ver
Nem tão perto que eu possa tocar
Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá
Nem tão perto que eu possa acreditar que o dia já chegou
No alto da montanha, num arranha-céu
No alto da montanha, num arranha-céu
Se eu pudesse, ao menos
Te contar o que se enxerga lá do alto
Com céu aberto, limpo e claro ou com os olhos fechados
Se eu pudesse, ao menos, te levar comigo lá
Pr’o alto da montanha, num arranha-céu
Pr’o alto da montanha, num arranha-céu
Sem final feliz ou infeliz...atores sem papel
No alto da montanha, à toa, ao léu" (EH)